Pais debatem Autismo junto aos vereadores na Tribuna Livre

A primeira Tribuna Livre do ano debateu o  Transtornos do Espectro Autista – TEA, no plenário da Câmara de Vereadores de Caicó. O debate que foi conduzido através de quatro pais de autistas (Alâni Fabíola, José Alves, Leilane Santiago e Raquel Pereira) que relataram o despreparo da sociedade com o tema e o despreparo  por parte de algumas escolas por não receberem o aluno que apresenta o TEA.

O autismo é uma condição permanente, a criança nasce com autismo e torna-se um adulto com autismo. Assim como qualquer ser humano, cada pessoa com autismo é única e todas podem aprender.

Outro ponto abordado pelos pais foi no tocante a Saúde, pois precisam se deslocar para outros municípios para terem acesso a um psiquiatra infantil ou neuro pediatra. Não existe cura para autismo, mas um programa de tratamento precoce, intensivo e apropriado melhora muito a perspectiva de crianças pequenas com o transtorno. Para tanto os pais cobraram que a luta por politicas públicas seja intensa para que os Governantes vejam que precisam investir nessa área.

O momento também foi para parabenizar a Câmara de Vereadores de Caicó pela criação de uma Lei, através da indicação do vereador José Rangel, que garante prioridade para os pais de autistas em filas de banco, restruturantes e outros setores. “Este foi o primeiro passo para que nós pais de autistas também tivéssemos prioridade. Ninguém quer ser estrela, mas entendendo a condição que a criança que tem TEA se comporta, é mais que justo que este direito seja colocado em prática”, disse um pai emocionado.

Entendendo o Autismo

O autismo é um transtorno de desenvolvimento que geralmente aparece nos três primeiros anos de vida e compromete as habilidades de comunicação e interação social.

Em maio de 2013 foi lançada a quinta edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-V), que trouxe algumas mudanças importantes, entre elas novos diagnósticos e alterações de nomes de doenças e condições que já existiam.

 Nesse manual, o autismo, assim como a Síndrome de Asperger, foi incorporado a um novo termo médico e englobador, chamado de Transtorno do Espectro do Autismo (TEA). Com essa nova definição, a Síndrome de Asperger passa a ser considerada, portanto, uma forma mais branda de autismo. Dessa forma, os pacientes são diagnosticados apenas em graus de comprometimento, dessa forma o diagnóstico fica mais completo.

O Transtorno do Espectro Autista é definido pela presença de “Déficits persistentes na comunicação social e na interação social em múltiplos contextos, atualmente ou por história prévia”, de acordo com o DSM-V.

O TEA pode ser associado com deficiência intelectual, dificuldades de coordenação motora e de atenção e, às vezes, as pessoas com autismo têm problemas de saúde física, tais como sono e distúrbios gastrointestinais e podem apresentar outras condições como síndrome de deficit de atenção e hiperatividade, dislexia ou dispraxia. Na adolescência podem desenvolver ansiedade e depressão.

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