Câmara vai celebrar centenário do educador Paulo Freire com sessão solene

A Câmara de Vereadores vai realizar sessão solene em homenagem ao centenário de nascimento do educador pernambucano Paulo Freire, celebrado em 19 de setembro. Requerido pelo vereador Andinho Duarte ( PSC) o evento será na próxima sexta-feira (24), a partir das 19h, de forma híbrida, no Plenário Prefeito Inácio Bezerra, com transmissão ao vivo pela redes sociais.

Patrono da Educação, Paulo Freire (1921-1997) foi um dos mais importantes pedagogos brasileiros. O educador criou um método de ensino inovador acreditando que a educação era uma ferramenta essencial para a transformação da sociedade.  O educador era inteiramente contra a visão tradicional da educação (de transferência de conhecimento), que vê o professor como aquele que possui a sabedoria e o aluno como aquele que recebe essa bagagem. Paulo Freire propôs um método onde professores e alunos dialogavam e o aprendizado se fazia com base nas necessidades diárias reais dos alunos.

Foram convidados representantes da Secretaria Municipal de Educação, 10ª Diretoria Regional de Educação e Cultura (DIREC), Centro de Ensino Superior do Seridó – UFRN (Ceres), Instituto Federal do Rio Grande do Norte ( IFRN), o prefeito de Caicó Dr. Tadeu, a governadora Fátima Bezerra, além de outros convidados.

O Plano de Alfabetização criado por Paulo Freire

Em 1963, Paulo Freire, ao lado de outros educadores, conseguiram, em apenas 40 horas, alfabetizar 300 adultos em Angicos, região interior do Rio Grande de Norte. Os alunos eram todos trabalhadores de canaviais locais. 

O plano de ensino de Paulo Freire foi tão importante que inspirou o Plano Nacional de Alfabetização. Esse Plano Nacional chegou a ser criado através de um decreto assinado pelo presidente João Goulart, mas não foi a frente porque foi interrompido pela ditadura militar em 1964. 

Pouca gente sabe que os primeiros passos dados por Paulo Freire no campo da educação foram incentivados e financiados pelo governo norte-americano através da Aliança para o Progresso. Inclusive o mutirão acontecido em Angicos – onde 300 trabalhadores rurais foram alfabetizados, ganhando direito ao voto e aprendendo algumas lições básicas de direitos trabalhistas.

Os americanos achavam que o processo de alfabetização era essencial para afastar o comunismo da América Latina, por isso incentivavam essas iniciativas educacionais. 

Quando os militares tomaram o poder, no entanto, acharam perigoso o projeto do educador, porque julgaram que o conhecimento poderia levar a uma possível revolta das camadas mais pobres. 

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